Graduação em direito: conheça as melhores oportunidades do mercado

Ao contrário do que alguns podem pensar, a graduação em Direito não está limitada apenas à atuação dentro dos tribunais. Bem pelo contrário. Quem opta por seguir essa carreira se depara com um amplo leque de possibilidades após a formatura.

Se você está prestes a entrar na faculdade e em fase de analisar as opções que mais lhe interessam para o vestibular e vem cogitando incluir o Direito como um delas, vamos ajudá-lo nessa decisão!

A seguir, apresentamos as seis oportunidades mais comuns de emprego que você pode escolher caso venha a se formar em Direito. Mas não se engane: ainda há muitas outras possibilidades de atuação dentro da área jurídica que não se limitam apenas a essa listagem.

1. Advocacia

A mais tradicional das carreiras do Direito costuma ser a primeira opção dos profissionais recém-formados, já que é em um escritório de advocacia que a maioria dos formados em Direito adquire as primeiras experiências profissionais.

Para atuar como advogado, é preciso, primeiro, ser aprovado no Exame de Ordem, que pode ser prestado ainda durante a faculdade, a partir do último ano do curso. Com o número da OAB em mãos, já é possível dar o pontapé inicial na carreira.

Dentro da própria advocacia, é possível escolher diversos ramos de atuação, que vão de acordo com o gosto e o perfil de cada um: criminal, civil, ambiental, trabalhista, empresarial, tributário, entre outros.

Além disso, o profissional pode escolher a forma como quer trabalhar. Ele pode atuar sozinho, começando com a defesa de pequenas causas de amigos e familiares, ou, então, firmar sociedade com algum amigo e abrir o próprio escritório.

Também pode trabalhar como contratado em um escritório de advocacia já estabelecido no mercado ou, ainda, atuar dentro de departamentos jurídicos de grandes empresas, prestando assessoria em assuntos fiscais, trabalhistas e societários, por exemplo.

Outra opção é a advocacia correspondente, bastante comum como porta de entrada para o mercado. Esse modelo de advocacia oportuniza ao recém-formado prestar apoio jurídico a escritórios e advogados de outros estados, realizando alguns atos processuais e participando de audiências em seu lugar.

2. Magistratura

Trata-se de uma das carreiras jurídicas mais cobiçadas entre os estudantes e bacharéis de Direito, principalmente devido à alta remuneração que oferece — estima-se que um juiz, em início de carreira, receba salário superior a R$ 20 mil.

O juiz é aquele que trabalha no fórum e julga as demandas judiciais, analisando todas as provas e argumentos que compõem o processo judicial e decidindo qual das partes agiu em conformidade com as leis. Ele também pode virar desembargador e trocar o local de trabalho do fórum para o Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional, no caso de cumprir uma série de requisitos, como merecimento e tempo de trabalho. A partir daí, ele julga a decisão dos juízes mais novos quando a sentença dada por eles não satisfez as partes.

Quem opta pela carreira da magistratura deve ser aprovado em concurso público de provas e títulos e possuir três anos de atuação na área jurídica.

3. Promotoria

O promotor de Justiça é aquele que fiscaliza a aplicação das leis e defende os interesses da sociedade e o regime democrático do país. O promotor de Justiça é contratado pelo Ministério Público e, para atuar nessa área, é preciso ser aprovado em concurso público de provas e títulos e comprovar a experiência mínima de três anos na área jurídica, tal qual acontece com o concurso da magistratura.

4. Defensoria pública

O defensor público é aquele que defende gratuitamente os cidadãos que não têm condições de pagar por um advogado particular. Assim, o defensor público também é responsável por promover os direitos humanos e defender os direitos coletivos dos necessitados.

Assim como acontece com o juiz e o promotor, a defensoria pública também exige a aprovação em concurso de provas e títulos e a comprovação de experiência mínima de três anos.

5. Delegacia de polícia

Nem todo mundo sabe, mas o delegado de polícia precisa ter formação obrigatória em Direito para assumir esse cargo, já que é responsabilidade dele liderar a investigação criminal.

Além disso, é preciso prestar concurso público e, após ser aprovado, frequentar um curso preparatório oferecido pela própria polícia, que serve como uma espécie de treinamento para a nova função.

6. Área acadêmica

Para aqueles que gostam da sala de aula, o bacharel em Direito pode atuar, ainda, como professor universitário ou de cursinhos preparatórios para concursos públicos, o que está bastante em alta, principalmente nas redes sociais e em aplicativos para smartphones.

A carreira acadêmica, no entanto, não está limitada apenas à sala de aula. O profissional pode atuar como tutor ou orientador de alunos em fase de estágio acadêmico obrigatório, já que as universidades necessitam de um número considerável de professores disponíveis para acompanhamento dos estudantes em treinamento.

Para quem deseja seguir nessa área, é bom ficar de olho nos cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado logo depois da formatura, pois se trata de uma exigência do Ministério da Educação (MEC) para aqueles que desejam lecionar no ensino superior.

Se você possui afeição por essa área, não precisa esperar a formatura para começar a aperfeiçoar o currículo. Ainda durante a faculdade, você já pode se envolver com as atividades de extensão oferecidas pelo curso, como monitorias de ensino, participação em congressos e publicação de artigos científicos.

Além de oferecerem estabilidade, algumas carreiras públicas pagam salários iniciais altíssimos se comparados à realidade do funcionalismo público em geral e até mesmo à do mercado privado.

Como vimos, a graduação em Direito não se limita apenas a umas poucas possibilidades para atuar depois de formado. Dentro de uma única carreira, inclusive, há diversos caminhos a escolher, de acordo com a preferência do profissional.

A advocacia é um exemplo. Se você se sente atraído em atuar como advogado e sair em defesa das causas do seu cliente, mas não gostaria de atuar na área criminal, pode trabalhar com questões de direito de família, ou, então, com demandas trabalhistas, por exemplo.

As possibilidades são inúmeras! E, mesmo quando você cansar, pode apenas trocar de área ou prestar um concurso público, sem necessidade de fazer uma nova faculdade para isso.

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