Como fazer um planejamento financeiro para a faculdade

O desejo de entrar para faculdade às vezes parece distante, principalmente quando se fala em custos. O sonho de iniciar a graduação também desperta o medo de não conseguir arcar com as mensalidades e ter que abandonar os estudos antes mesmo da formatura. Mas não se preocupe, se você tiver um planejamento é possível viver esse sonho sem sustos.

As mudanças sempre vêm acompanhadas de novos hábitos. É difícil imaginar como é possível juntar dinheiro sem perder a qualidade de vida? Pode até não ser fácil, mas não é impossível. Se você pretende mudar de vida, construir uma carreira promissora, fazer um curso superior é uma das melhores formas de se alcançar esse status.

Mas, para que esse desejo se torne realidade, é preciso saber se organizar não só em relação à sua rotina, mas também ao orçamento pessoal e familiar. Livros, transporte, cópias e lanches serão alguns dos seus gastos fixos. E como arcar com as despesas? A resposta é simples: você precisa ter um planejamento financeiro para conseguir pagar a faculdade.

Para te ajudar nessa tarefa, preparamos este post. Continue lendo e siga nosso passo a passo!

1. Identifique seus gastos

É preciso tirar suas contas da cabeça e passar para o papel. Anote tudo o que você compra e, por menor que seja o valor, não ignore. Comece a diferenciar o que é um gasto fixo de um gasto supérfluo.

Registre em uma tabela todas as entradas e saídas de valor financeiro da sua casa. Plano de saúde, dentista, energia elétrica, água e alimentação, por exemplo, são considerados gastos fixos.

Comprar muitas roupas sem estar, necessariamente, precisando, trocar de celular duas vezes por ano apenas para acompanhar os lançamentos, adquirir coisas que você não precisa, mas acha legal, ou só porque são tendências de moda são os gastos supérfluos. É tudo aquilo que não é essencial para sua sobrevivência.

Após se conscientizar sobre o que é gasto fixo e o que não é, você vai ver como suas ações podem somar positivamente no seu orçamento ou no da sua família. Após essa tarefa você saberá o que pode ser cortado da sua rotina e o que é realmente necessário.

2. Reveja seu consumo diário

Antes de sair gastando, pense bem: será que eu preciso disso neste momento? É uma necessidade física ou apenas um desejo para acompanhar as tendências? Eu preciso pagar por este serviço ou posso executá-lo?

Conscientização. Reflita sobre os seus gastos supérfluos. Se você costuma sair com os amigos três vezes por semana reduza para uma. Se vão sempre para o barzinho, que tal fazer uma reunião em casa ou uma maratona de séries e filmes? Se você compra roupas e calçados todo mês, passe a comprar apenas quando realmente estiver precisando. Troque marcas caras por outras similares que apresentam qualidade semelhante e oferecem o mesmo benefício, porém, por um valor menor.

Encontre alternativas para reduzir seu impulso de comprar apenas por prazer. Não se esqueça de anotar todos os valores que você gastou nos eventos e nos programas alternativos. Compare e veja a diferença —  você vai notar que fazer cortes não é tão difícil assim e que é possível economizar sem perder a qualidade de vida.

Reserve no seu orçamento uma renda fixa para esses gastos, não compre por impulso ou apenas porque é tendência. Analise suas prioridades.

3. Não gaste além do planejado

Agora que você sabe qual a sua despesa fixa e qual o seu consumo com coisas que não são essenciais, é hora de criar seu planejamento.

Defina um valor máximo para se gastar no mês. Como estudante, você precisará economizar nas baladas para ajudar nas mensalidades do seu curso, desembolsando apenas o que for estipulado.

E aqui vai uma dica: se o lanche no intervalo está ficando caro, durante alguns dias da semana leve de casa.

Trace suas metas e acompanhe seu orçamento pessoal. Caso ultrapasse o limite mensal, tente compensar economizando ainda mais no próximo mês. Certifique-se de que você está gastando seu dinheiro apenas com o que realmente importa e é necessário.

4. Procure uma renda

Iniciar um curso superior aumenta as possibilidades de conseguir um emprego e um estágio. É possível, sim, conciliar os estudos com o trabalho. É como o famoso ditado que diz que seu esforço vai ser recompensado lá na frente.

Está difícil? Não desista! Se não conseguiu um emprego de carteira assinada ou um estágio remunerado, existem outras formas de ganhar dinheiro que dependem somente de você.

Trabalhe de freelancer, faça produtos artesanais, divulgue eventos nas suas redes sociais. Se você tem facilidade em alguma disciplina, que tal dar aulas particulares para os seus colegas? Além de conseguir uma renda extra, você ainda revisa o conteúdo.

5. Separe um valor mensal para sua reserva de emergência

Situações inesperadas acontecem, mas, para não ser pego de surpresa, tenha uma poupança ou um valor reservado para situações de emergência.

Ao definir seu orçamento, deixe sempre uma margem do seu salário destinado para algo que não esteja planejado. Afinal, nunca se sabe quando vai acontecer, mas prever o problema e poupar dinheiro para resolvê-lo é fundamental para evitar dores de cabeça.

Parece difícil, mas tudo é uma questão de costume. Para auxiliar no seu planejamento financeiro para conseguir pagar a faculdade, baixe aplicativos de finanças, como Guiabolso, Money Care e Minhas economias. A vantagem é que você leva seu orçamento praticamente no bolso, para todos os cantos. Você pode atualizar e a qualquer momento do dia, o que facilita seu controle.

Em resumo, ponha fim ao que não é essencial! O planejamento financeiro vai te ajudar a pagar a faculdade sem ter dores de cabeça. No início não será fácil e você precisará de determinação e disciplina para seguir o seu orçamento, mas depois você vai colher os resultados desse esforço.

Preparado? Então, mãos à obra!

Agora que você já sabe como criar um planejamento certeiro para pagar sua faculdade, que tal saber mais sobre esses aplicativos que vão te ajudar a render mais nos estudos? Nos vemos lá!